É algo imprevisivel e mau, quando nos deixamos ir abaixo.
De um momento para o outro o sol deixa de brilhar e fica aquele tempo em que apenas apetece ficar sossegada num buraco escuro sem falar com ninguém. De repente parece que todos os amigo desaparecem, que se desiludiu tudo e todos, inclusivamente nós próprios. Não se consegue encontrar tema de conversa e todas as palavras parecem ocas.
Os objectivos profissionais mudam, escondem-se, transformam-se soam a pouco... Nada é suficiente ou perto para satisfazer.
Olha-se em redor e tudo nos abandonou, está-se acompanhado como quem está sozinho, olha-se o mundo que parece enorme e pouco interessante. Pensa-se no passado e na maneira de ser e de estar e ... deseja-se voltar, aquele momento em que o sol brilhava, mas quanto mais se tem esses pensamentos mais eles fogem, escondem-se e mais escuro fica.
Sente-se que não se pertence a lado nenhum e que ninguém se importa conosco.
Solidão constante... silêncio absoluto. Fraqueza...
Desespera-se...
Escreve-se palavras como Help no google, leêm-se textos de teenagers incompreendidos e não se tem coragem para mais.
O chão foge debaixo dos pés...
Como é que quem tem tudo sente que não tem nada?
Pesadelos...
Solidão mais uma vez...
Medo do fracasso...
Vontade de fugir... o mapa não é grande suficiente... tudo o que se sabe não é suficiente...
Ter de pedir por companhia, não ter quem ligue por livre e espontanea vontade, sentir-se um estorvo, chorar sem fim... sem saber porquê... apenas uma certeza: desilusão.
E o pior, sentir que se odeia todas as celulas do organismo, todas.
Nada funciona como devia. Não pertenço aqui.
sábado, maio 02, 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
1 comentário:
A última vez que reparei ainda tinhas o meu número de telefone, porque não o usas?
Olha o sol está a brilhar lá fora, boa?
Pega no carro vai ver o mar e as árvores que os maus pensamentos vão se embora. Dá grandes passeios a pé. Acredita bolas, acredita que tudo muda.
Beijinhos e um abraço bem forte.
Enviar um comentário